O programador é, provavelmente, a profissão do futuro e aquela que os nossos jovens deveriam estar a levar mais a sério, em termos de escolhas para o que irão fazer na vida. Há cerca de 20 anos que as empresas portuguesas se vêm lamentando da crónica falta de engenheiros informáticos, analistas de sistemas e outros técnicos relacionados.

Profissões em queda

É talvez de lamentar que tanta da nossa comunicação social, ao mesmo tempo que dedica tempo e espaço às profissões em decadência e tenta perceber o porquê dessa decadência – sendo fácil de compreender: trata-se de profissões de baixo valor acrescentado, sem uma componente tecnológica e praticamente sem saídas profissionais – não dedique tempo também às profissões com futuro.

Profissões manuais

De outras profissões, como eletricista, canalizador ou pedreiro especializado, diz-se que têm bons salários mas que poucos jovens as procuram. Aqui a componente tecnológica existe, mas trata-se de profissões relativamente dependentes das flutuações do mercado. Crises como a de 2008 mostraram bem esta realidade.

A questão do código

Já a necessidade de programar é algo que seguramente não nos vai abandonar tão cedo. A adoção de soluções tecnológicas por parte do Estado, das empresas, dos particulares, nos mais variados domínios da nossa vida quotidiana (casa, trabalho, etc.), faz com que a necessidade de conhecer os fundamentos básicos das linguagens de programação seja cada vez mais premente.

O ex-presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, lançou em tempos uma iniciativa destinada a levar os jovens americanos a interessarem-se por esta área. Algo surpreendente, considerando que é dos Estados Unidos que têm vindo as grandes soluções em termos de software (e também ao nível do design de hardware) que têm revolucionado a nossa vida nos últimos 30 anos. Mas o facto é que se detetava esta necessidade crescente de técnicos especializados em TI (Tecnologias da Informação) e capazes de vir a desenvolver trabalho nesta área, e não apenas de “mexer em computadores”. Espera-se que Portugal siga um caminho semelhante.