O Fundo Monetário Internacional (FMI) publicou um relatório, a 15 de outubro, no qual reviu em altas as previsões de crescimento da economia portuguesa para 2019. De acordo com o Público, o World Economic Outlook do FMI aponta para um crescimento de 1,9%, atualizando a projeção anterior (no início do segundo trimestre, em abril) que apontava para 1,5%. O mesmo relatório atualiza também as perspetivas para 2020, com o FMI a prever um crescimento de 1,6%, em vez de 1,5% conforme o anteriormente esperado.

O crescimento da economia estará associado a uma queda no desemprego. Espera-se que a taxa de desemprego se cifre nos 6,1% no final de 2019, caindo ainda mais (para 5,6%) em 2020.

Perspetivas pessimistas para a Europa

Portugal é um dos poucos países, juntamente com a Irlanda e a Lituânia, onde ainda é esperado um cenário de crescimento. As previsões macroeconómicas para a Zona Euro, e mesmo para o conjunto mais alargado da Europa, apontam para um abrandamento. As tensões geopolíticas causadas pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China estão a começar a revelar as suas ondas de choque. Adicionalmente, a saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) deverá contribuir ainda mais para a imprevisibilidade e para a desconfiança dos mercados e dos investidores. À data em que este artigo é escrito, ainda não sabe se o Reino Unido conseguirá obter um acordo negociado com Bruxelas ou se a saída será feita sem acordo (o “no deal Brexit” que os mercados têm vindo a recear).

O crescimento esperado para a Zona Euro em 2019 é de 1,2%, abaixo de 1,9% obtido em 2018. A desaceleração da economia alemã tem um papel importante, uma vez que a Alemanha é o “motor” da Zona Euro; espera-se que a Alemanha cresça apenas 0,5% este ano.

O cenário é pouco animador a nível mundial. Os Estados Unidos deverão conseguir 2,4%, enquanto a China cairá para 6,1%, historicamente baixo.